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Docaria Regional e Coventual - Pão de Ló de Arouca

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HISTÓRIA DA CASA DO PÃO DE LÓ


Maria Emília Teixeira Pinto, filha de Alberto Teixeira Pinto representa a geração mais antiga ligada à confeção da doçaria regional de Arouca.

O estabelecimento, que conta já com cerca de 50 anos de existência, foi fundado pelo seu pai. Da memória da D. Emília, recolhemos alguns relatos na primeira pessoa, que nos permitem conhecer melhor a evolução deste negócio num enquadramento histórico e económico que atravessa várias décadas.

 

Desde sempre o Pão de Ló foi rei, por ser considerado um doce para pessoas abastadas.

 

"Antigamente a venda era só para pessoas ricas, nós tinhamos que trabalhar na agricultura para compensar. Tinhamos gado. Coziamos à noite para de manhã ir para os campos. Depois o negócio foi evoluindo. No início o pão de ló custava sete escudos e meio. Eu, como era muito forte, puxava a manivela com um empregado até a massa estar pronta.

A decáda de 40 trouxe um grande desenvolvimento a este negócio, diretamente associado à exploração de volfrâmio. Este famoso doce sempre teve procura, mas passou a simbolizar o poder e ostentação para clientes que antes não o podiam degustar.

"Tivemos uma fase formidável, foi na altura do volfrâmio. Fornecíamos doces para a pensão Brasileira, tinha gente importante como juízes e advogados. No tempo do minério os pobres acharam-se com dinheiro e comiam o pão de ló como o pão dos ricos, comiam à refeição. Tambèm os Ingleses e Alemães eram bons compradores."

 

O prestígio saltou fronteiras e a fama do Pão de Ló de Arouca fez com que fosse procurado por pessoas importantes e históricas como recorda a D. Emília:

  

"Nessa altura o pão de ló era transportado em caixas de madeira que iam pelo correio. Um dos melhores clientes foi D. Duarte Nuno de Bragança, o pai de D. Duarte Pio. Outro era o sr. Ramires Ferreira, dono das embarcações de bacalhau. Mas tenho uma história engraçada com o Salazar. Tinha um jantar, e por intermédio de uma professora, pediu pão de ló para o jantar. Mandamos o doce e veio um aviso dos correios a dizer que ele não apareceu. Salazar mandou uma ordem para fazermos um carimbo com a seguinte informação: « Urgente, sujeito a deteriorar-se com a demora ». Assim, se corresse mal eram os correios os responsáveis pela demora. Depois enviámos mais vezes para jantares, ele gostava muito."

 

Casa de Pão de Ló em Arouca Casa de Pão de Ló em Arouca Casa de Pão de Ló em Arouca Casa de Pão de Ló em Arouca

 

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Casa de Pão de Ló Alberto Teixeira Pinto & Filhos

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